Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 29: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O homem que lisonjeia a seu próximo, arma uma rede aos seus passos” – Pv. 29: 5.

Verdade seja dita, a verdade tem de ser dita, sempre. No mais das vezes, quem lisonjeia, mente (João 8: 43 e 44). A lisonja é um “bem” aparente, mas que abriga em seu seio um mal assaz nocivo, nefasto e perigoso. Um elogio é comumente bem-vindo, mas a lisonja bem pode ser taxada como o “exagero do elogio”, algo um tanto quanto inoportuno, para dizer o mínimo. Assim, alguém que lisonjeia outrem lhe faz mal (não bem), e suas intenções devem ser bem sopesadas, à vista disso.

Isso me faz lembrar a fábula do rei nu, também conhecido como o conto “A roupa nova do rei”, publicado em 1837, cuja autoria é do dinamarquês Hans Christian Andersen, que bem ilustra o mal que causa o lisonjeador. Não transcrevo o conto, por evidente falta de espaço, mas deixo, no fim do texto, um link para quem tiver curiosidade de conhecê-lo. E no final das contas, pela fábula, quando o rei foi mostrar sua “roupa nova” ao povo, foi justamente uma criança quem desmascarou a farsa da lisonja coletiva, ao gritar: “O rei está nu!”, mas, ao que consta, mesmo assim, nem isso foi suficiente para trazer a lume, de forma eficaz, a verdade da situação, ou seja, o dano já havia sido causado, e de forma irremediável para todos os envolvidos.

Interessante na fábula é o fato de que uma criança, por sua pureza em dizer o que pensa e desnecessidade de agradar a quem quer que seja, expôs a verdade nua e crua da situação. Diante disso tiramos boa e grata lição: Deus Pai, na Bíblia Sagrada, por Jesus, nos aconselha a sermos como crianças, isto é, a nos livrarmos de toda e qualquer malícia em nossos atos e atitudes. Não se pode dizer que o lisonjeador age sem malícia, não? Se em nossos corações formos como crianças, pois, segundo a Bíblia Sagrada, certamente nós evitaremos esses atos nefastos de lisonjear o próximo, causando-lhe dano. O que nos será, diga-se de passagem, muito oportuno, vez que também nós nos livraremos de muitos embaraços.

Eu conheço, infelizmente, algumas pessoas que lisonjeiam o próximo, e eu mesmo já fui vítima disso. Fato é que quem recebe a lisonja, não sendo ela muito evidente (grosseira), acaba, por vezes, acreditando nela. Quando a pessoa se dá conta de que tudo aquilo que lhe foi dito não passa de mentira deslavada, o sentimento de frustração vem com força. Pode acontecer de alguém colocar em dúvida até mesmo conceitos verdadeiros que tenha a seu próprio respeito, com o advento de reais danos à sua autoestima e imagem (Provérbios 26: 28). Veja-se que o ato de lisonjear só traz consigo prejuízos e confusão, e nada mais do que isso. Não é algo bom, definitivamente. Estejamos, pois, atentos, e evitemos a todo custo, em Nome de Jesus, “armar redes aos passos” dos nossos irmãos. Tenhamos todos nós responsabilidade com nossas palavras e intenções, sabendo diferenciar o mero elogio da lisonja pura. Advertência de Deus!

© Amor-Perfeito

http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Roupa_Nova_do_Rei

1 comentário

  1. Maria Pereda

    Elogio que vem do coração é bom, incentiva as pessoas que os recebem e as crianças precisam deles para aprenderem a confiar em si mesmas. Lisonja é algo que dispenso, não dou atenção e não sai de minha boca, pois sei que não faz parte de mim. Os que a usam querem dominar as pessoas pelo ego, o falso deus.

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