Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 28: 26.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda sabiamente será livre” – Pv. 28: 26.

Todos nós sabemos que os nossos corações, volta e meia, como se diz pela “vox populi”, nos “pregam peças”. Essa expressão significa “enganar alguém”, mas consta que uma de suas origens possíveis seria “montar um espetáculo pelo qual se criticava o poder na Grécia antiga”. De todo modo, nos é primordial saber que o coração humano é enganoso, e isso nos leva, vez por outra, ao cometimento de erros e injustiças, a tirarmos conclusões erradas, a percepções equivocadas de determinadas situações, dentre outras tantas coisas ruins e desagradáveis.

Pior do que isso: o verso acima nos diz que quem confia no seu próprio coração é insensato. A Bíblia Sagrada, nesse passo, nos ensina que: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e incorrigível. Quem o conhecerá?” – Jeremias 17: 9. Veja-se bem que a Palavra de Deus nos diz o coração humano é incorrigível (não tem “cura” e somente em Jesus encontramos algum alívio). Porém, as nossas vontades e orientações vêm dos nossos corações. O que somos de fato, os nossos pensamentos e reflexões, que nos constituem como entes únicos, seres humanos, e se perfazem na soma do nosso íntimo com o nosso âmago, enfim, o “Eu” de cada um, onde está tudo isso, senão em cada coração? Se assim é, alma e coração poderiam ser considerados uma só e única coisa? Confundem-se, de fato? Será?

Com base nisso, pois, o insensato seria alguém com problemas de alma, cujo coração não estaria bem “ajustado”, visto que confia em si próprio? E somente em si próprio? Aliás, existe algum coração “ajustado”? Há que se refletir sobre isso, não? Cada pessoa é um “universo” à parte, um acervo de ideias e de experiências, um “mundo” único e fechado de sentimentos de todos os tipos, reunidos. Nessas condições todas, bem se vê que organizar essa bagunça (interna) seria o mesmo que tentar pôr ordem no caos, ou seja, tarefa insana, por vezes impossível. Enfim, tudo o que é complexo e dinâmico (como um ser humano) é instável e propenso ao caos.

Mas essa “desordem caótica” tem jeito. Talvez a primeira providência seja admitir a insensatez própria dos nossos corações, cada qual de nós assentindo de per si essa condição inerente a todo e qualquer ser humano. E na busca de mitigar esse “mal congênito”, como em qualquer outra enfermidade, tomar o “remédio” certo é imprescindível, sendo este, pois, no caso em apreço, generosas doses de sabedoria. Porém, certo é que a sabedoria que liberta vem do Céu, e de nenhum outro lugar. Então o segredo é confiar e Deus, em detrimento do próprio coração, e buscar sabedoria para manter a “saúde” (a sensatez), de maneira que estejamos sempre andando sabiamente (como aconselhado no verso). Em quem (Quem) confiar, então? Nele, e só Nele: “Vox Dei” (cuja tradução livre deve ser entendida como “Voz de Deus”, encontrada na Bíblia Sagrada, a Palavra de Deus, que é a Fonte Máxima de Sabedoria). O “sintoma da doença” (crônica) é a insensatez; o alívio é o estado de ser livre, em Cristo Jesus.

© Amor-Perfeito

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