Amor-Perfeito

"Eu me deito e durmo; acordo, porque o Senhor me sustenta" – Salmo 3: 5.

Provérbios 11: 5.

* 1mVersículo 1aVerdade *

“A justiça do sincero endireitará o seu caminho, mas o ímpio pela sua impiedade cairá” – Pv. 11: 5.

A Bíblia Sagrada compara nossos atos de justiça com “trapos de imundícia” (Isaías 64: 6), que por sua vez equivale, segundo consta no conhecimento corrente cristão, ao modo como as mulheres daquela época continham o fluxo de sangue de suas menstruações. De pouca (ou nenhuma) valia, pois, os atos de justiça próprios do homem, sem a participação de Deus. Como, porém, conciliar essa afirmação com o teor do verso acima transcrito?

Na verdade não é difícil. Qualquer coisa que fizermos sem Deus não subsiste por si só, sendo algo vazio, ou que se esvazia rápido, sem sentido. Das Escrituras Sagradas extraímos o Mandamento: “E tudo o que fizerdes por palavras ou obras, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Colossenses 3: 17). Logo, de nós mesmos não saem atos de justiça idôneos, em relação ao que for e/ou a quem quer que seja. E o próprio Senhor Jesus complementa: “Eu sou a videira, vós sois os ramos. Se alguém permanece em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; sem mim nada podeis fazer” (João 15: 5). Sem Jesus, e sem Deus, e sem o Espírito Santo, nada podemos fazer.

Contudo, o verso acima nos diz claramente que a nossa justiça, para vingar e ser efetiva, além da presença do Deus Triúno em nossas vidas, depende de outra conditio sine qua non: a sinceridade. Deus não precisa (quer) de nada que venha de nós, salvo os nossos corações. E estes só podem ser entregues a Deus por voluntariedade e com sinceridade. Não há outro modo de se fazer isso. A sinceridade é algo interno, intrínseco, ligado ao âmago da pessoa, que não se vê. Porém, interessa a Deus essa sinceridade, pois o Senhor não se impressiona com aparências, Ele vê e sonda os corações (1 Samuel 16: 7). O Apóstolo Paulo, por exemplo, tanto sabia disso, que se lê em uma de suas Epístolas o seguinte: “Em Cristo digo a verdade, não minto (dando-me testemunho a minha consciência no Espírito Santo): que tenho grande tristeza e contínua dor no meu coração” (Romanos 9: 1 e 2). Sua sinceridade (consciência) era sua testemunha.

Paulo, Apóstolo, pois, tinha plena segurança em sua sinceridade para com Deus e para com os homens. Falava a verdade da Verdade, dele e de Deus, nada além disso. E assim deve ser conosco. O ímpio só conta com sua impiedade, com a “força de seu braço”. Já os que amam a Deus são piedosos, sabem que seus atos de justiça nada valem, mas contam que agindo em sinceridade terão galardão, e serão aceitos pelo Céu. Deus se agrada da sinceridade de Seus filhos (fato). A sinceridade endireita nossos caminhos, e a sinceridade para com Deus é a nossa justiça. Que assim seja com todos.

© Amor-Perfeito

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